Oficiais Militares do Corpo de Bombeiros do RS comemoram a redução de 63,9% no número de salvamentos e já planejam novas ações para o verão 2019

A primeira operacão verão do Corpo de Bombeiros Militar do RS, superou a expectativa da Corporação. Não há registro de  morte por afogamento nos últimos 30 dias no litoral gaúcho e balneários, em áreas com guarda-vidas. Diferente do mesmo período do ano passado, que mesmo com monitoramento, quatro pessoas morreram.

O balanço foi divulgado nesta terça-feira  (16/01)  em Imbé. Desde o início da operação, do dia 16 dezembro de 2017 até hoje, foram feitos 236 salvamentos. No ano passado, 655. A queda  está na forte ação de prevenção adotada pelos oficiais.

 " Nossa estratégia está em impedir o afogamento,  treinamos 896 novos guarda-vidas militares para essa operação e mais 189 civis que devem atuar no mês que vem", explicou o Major Cláudio Moraes.

Além das bandeiras, a troca da cor vermelha pela preta, alertando para o risco de morte, do fly banner usado neste ano para sinalizar a distância  da área protegida  e  do aumento do uso do apito, “estamos interagindo diretamente, chamando a atenção do banhista que está se excedendo", informa o Oficial. Foram 61.984 intervenções, um aumento de 162% em relação ao ano passado.

E o perfil das vítimas já foram identificados pelos oficiais para novas ações. São homens, entre 16 e 20 anos, que são resgatados entre às 16h e 19h, principalmente em Torres, na Praia do Cal.  Durante a coletiva, o coordenador do 9º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Major Jefferson Ecco, explicou

 “isso acontece devido à morfologia da costa, que, dotada de pedras, cria correntes de retorno permanentes O local já tem um histórico de afogamentos”. O mesmo acontece, em Imbé próximo a guarita 137.

Mesmo com efetivo mais reduzido, 331 Bombeiros, 567 policiais da Brigada Militar e  189 civis, o subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Evaldo de Oliveira Júnior, credita o sucesso da operação ao trabalho desempenhado por todos da Corporação, as novas parcerias que estão sendo firmadas com a iniciativa privada e a constante busca por melhores condições operacionais.

Para esta operação, dez novos quadriciclos foram adquiridos para utilização em áreas com pouca população. A moto aquática, que agiliza no salvamento, também, mas o número desses veículos deve aumentar para o verão de 2019, segundo o Subcomandante-geral dos Bombeiros. Outra aposta, que ainda está sendo testada pelos oficiais é o uso de drones, que servem para ajudar  tanto no salvamento - levando boias infláveis, como para monitoramento das vítimas.  O sistema composto por um software desenhado especificamente para esse fim tem alcance  de 800 metros a três quilômetros.

 

 




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