CRIS LOPES

Diego Vara / Agencia RBSDiego Vara / Agencia RBS
 

A recomendação do comando da Brigada Militar de suspender as férias de policiais durante a segunda quinzena de janeiro pegou as entidades de classe de surpresa. As associações dos Cabos e Soldados da Brigada Militar, dos Sargentos Subtenentes e Tenentes e dos Oficiais da Brigada Militar ainda não tinham pleno conhecimento sobre o documento a que a reportagem de GaúchaZH teve acesso na noite de quarta-feira (10).

Em comum, os representantes das três agremiações afirmaram que atrasar as férias dos PMs não é ideal, porém algo necessário em virtude do julgamento do ex-presidente Lula, considerado um evento atípico na Capital.

- Se o comando geral da Brigada Militar entende que a medida é passível de ser adotada, isso corresponde a nossa missão, que é a de manter a segurança pública – diz o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar, Coronel Marcelo Gomes Frota, que recebeu a informação com tranquilidade.

O diretor político da Associação dos Sargentos Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar, Ricardo Agra informou que não teve acesso ao documento, mas concorda com a medida, visto que se trata de um evento fora do cotidiano do município:

– Estaremos atuando junto ao comando para que os policiais que estariam de folga ou em férias, tenham respeitados o direito de folga dobrada, conforme a legislação dos militares estaduais.

A Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar também entende que nesse período é praxe ter férias divididas, de 30 para 15 dias, pelas necessidades operacioanais.

A Secretaria de Segurança Pública informou que ainda não há confirmação sobre o pedido de suspensão de férias de PMs, pois o planejamento para a segurança do julgamento do recurso de Lula ainda está em andamento. Da mesma forma, não está confirmada a vinda de profissionais que estejam atuando no Litoral para reforçar o efetivo no dia 24.